Por que não?
Olhar o queijo derretendo
Olhar o relógio andando
Quem sabe ele páre
Quem sabe o sol apague
Quem sabe a eternidade.
Quem sabe esse universo
imenso teu eu fotografe
Não quero que derreta o queijo
ou quero que derreta indefinida e infinitamente?
Ou quero ter o instante
Preso que nem mosca
Na boca do sapo
Que nem eu
Na boca do mundo.
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1 Porquinhos vieram comer pérolas:
Seu poema lembrou-me por demais a relação de causa-efeito de Hume. Afinal, a garantia das verdades se dá de acordo com os efeitos que apreendemos par e passo da origem das causas. Mas você rompe essa descrição com o questionamento brutal, por que não? Por isso amo a literatura, ela tem esse poder, de apagar o sol, de parar o instante. Há braços!
Antônio Alves
No Passeio Público
Postagens às quartas e domingos
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